segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

OS FIORESES DA ITÁLIA TAMBÉM FESTEJAM OS LAÇOS DE PARENTESCO

A família, de acordo com o Dicionário Michaelis é um “conjunto de pessoas, em geral ligadas por laços de parentesco, que vivem sob o mesmo teto, particularmente o pai, a mãe e os filhos”. O mesmo dicionário diz que família também pode ser um “conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem ou provenientes de um mesmo tronco; estirpe”. Ou ainda a família pode ser composta de  “pessoas do mesmo sangue ou não, ligadas entre si por casamento, filiação, ou mesmo adoção, que vivem ou não em comum; parentes, parentela” (Dicionário Michaelis, Online).
Foto enviada por rede social por um membro da família
A Família Fiorese é originária da Itália. O valor que tem a família para o coletivo, e também para o indivíduo não se discute. Os laços de amor e fraternidade entre os familiares é visto como importante a sua preservação, pelos "nossos familiares".
Os Fioreses sabem de tudo isso, e em reconhecimento do valor desta "instituição" e com o objetivo de promover os laços familiares, a exemplo do que ocorreu no Brasil, a Itália também realizou um evento com este propósito. 
O ano de 2007, em Bassano del Grappa, marcou a realização da primeira festa dos Fioreses da Itália. Uma poesia que enaltece o valor da família e que assinalou o evento encontra-se na foto ao lado e também a mesma foi transcrita aqui. A poesia encontra-se em dialeto Vêneto e não no italiano gramatical. A tradução da mesma segue num próximo post.

LA FAMEJA

La fameja dove che se nasse
Dove che se vive co i genitori
Xe come un tempio sacro de amor

Le gioie semplici e pure
Piene de afeto e de calor
Che te trovi nea fameja
Nessun su la tera de po dar

Grassie a quel angelo de’ a mama
Che ne ga dondolá su la cuna
Quando che se jera ancora cei

Que a stessa man liziera de fata
Tien in pie el mondo
Unico refugio che te impenisse el cuor

Ogni anema umana de lontan,
Sente al richiamo de a fameja, de’a casa,
Come un porto sicuro par approdar,
Dove te te sinti ripará e te trovi
Calor, amor, riposo, e pace

I muri de’a casa te i sente
Come do’brassi che te strenze
Co’ deicatessa e amor, nel cuor
Te sente la gioa de aver
‘na fameja e ‘na casa

1º festa “Famiglie Cugini Fiorese”
Bassano del Grappa
7 Ottobre 2007

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

"TALIAN": O DIALETO DOS NONOS. A HISTÓRIA E A IMPORTÂNCIA DA LÍNGUA PARA A CULTURA BRASILEIRA E ITALIANA

Foi na segunda metade do século XIX que a Itália tornou-se geograficamente como conhecemos hoje. Antes disso a Itália era constituída por pequenos reinos fragmentados, que eram Estados independentes. Alguns destes reinos eram governados por famílias reais da Áustria e da França. 
O Congresso de Viena (1814-1815) determinou que a Itália fosse dividida em diversos estados dominados por estrangeiros. A divisão da Itália de acordo com a ordem de Viena, era:

Itália antes da unificação
 Reino Sardo-Piemontês: governado por uma dinastia italiana. Era autônomo e soberano (em laranja);
 Reino Lombardo-Veneziano: governado pela Áustria (em azul);
 Ducados de Parma, Módena e Toscana: governados por duques subservientes à Áustria (em verde);
 Estados Pontifícios: governados pelo papa (em vermelho);
 Reino das Duas Sicílias: governado pela dinastia de Bourbon (em amarelo).

O que isso queria dizer? 
É que desta forma não existia leis unificadas, cada Estado tinha a sua legislação, a moeda também era diferente, assim como a língua e o sistema político. Portanto, não havia um país com o nome de Itália e com poder centralizado. Foi então que o reino de Sardenha-Piemonte (o de laranja) resolveu buscar a unificação do país. O movimento teve o nome de "Risurgimento".
 O processo de unificação italiana não foi pacífico. Um velho conhecido dos brasileiros teve um papel fundamental neste contexto da unificação. O italiano Giuseppe Garibaldi - que também lutou na Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul - em 1859, com apoio de movimentos populares, liderou a guerra contra o Império Áustro-Húngaro. Foi assim que os piemonteses conquistaram um a um dos reinos.
Em 1861 formou-se o Reino da Itália que teve como primeiro rei Vitor Emanuel II. Mas somente em 1866, os italianos, com apoio da Prússia, anexaram o reino de Veneza que até então era governado pelos austríacos.  Roma que era a capital do Estado da Igreja Católica, foi a última a ser anexada ao Reino. Roma era protegida por militares da França. Porém, em 1870, a França entrou em guerra contra a Prússia. Sem a proteção militar francesa, os italianos conquistaram a cidade, transformando-a na capital da Itália. Assim a unificação foi concluída.

TALIAN: O DIALETO

Diante da unificação política e geográfica da Itália, a língua falada, para que os povos pudessem se entender, também precisava ser única, e foi então que o italiano ganhou o status de língua oficial - baseado principalmente nos dialetos da Toscana. Porém, com uma Itália pobre, muitos não podiam ir para a escola e aprender o "novo idioma", então os dialetos foram preservados por muito tempo ainda, naquele país. 

O vídeo abaixo conta muito bem a história da língua Talian. Ele está na linguagem dos nonos, porém tem legenda em português. Vale a pena assistí-lo e se emocionar com ele.


                              Talian - La nostra vera lengua madre

Quando italianos de diferentes partes da Itália desembarcaram no Brasil, embora provenientes da mesma pátria, não falavam todos a mesma língua. Porém, a maioria era do Vêneto, por este motivo, este dialeto acabou por se tornar "oficial" para os italianos no Brasil. Mas o Talian é a mistura dos dialetos da Itália, com predominância do dialeto Vêneto, mais o português.
Talian é falado principalmente pelos imigrantes italianos e seus descendentes no sul do Brasil, mas também em São Paulo e Espiríto Santo. 
A preservação do talian, ocorreu devido ao isolamento geográfico de algumas colônias localizadas em cidades interioranas. 
Existem diferenças consideráveis entre o dialeto vêneto brasileiro e o dialeto vêneto ainda encontrado na Itália. O termo Talian surgiu com o objetivo de diferenciá-los. 
Mas hoje para se ter uma ideia da diferença gramatical do talian para o italiano, damos alguns exemplos:
Italiano                          Talian/Dialeto Vêneto
Fato                              Destin
Febbraio                       Febràro
Povero                          Poaréto

Este video fala da história e da importância do Talian. Esta língua foi reconhecida oficialmente  por alguns Estados brasileiros, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Talian é hoje patrimônio brasileiro. São 500 mil pessoas que falam esta língua em 133 cidades brasileiras. Confira:


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

1º ENCONTRO INTERNACIONAL DA FAMÍLIA FIORESE MARCA PALMITOS SC

Localização de Palmitos SC
Foto: Google
          
            O Sábado, 16 de Janeiro de 2016, marcou as 950 pessoas que participaram do 1º Encontro Internacional da Família Fiorese, realizado na vila Santa Lúcia, em Palmitos. A cidade, que foi palco deste marcante evento, localiza-se no oeste de Santa Catarina, à 723 km da capital, Florianópolis.








O café da manhã da Fioresada
Foto: Família Fiorese
        
        O sol já bilha, os passáros cantam, o dia 16 começa cedo para a Fioresada. Às 8 horas da manhã um delicioso café colonial aguardava a família que vinha de todo o canto. E não demora muito para o pavilhão do pequeno vilarejo ser tomado pela alegria da italianada. 
          



        Após os cumprimentos e o reforço matinal, uma linda missa foi celebrada, na igreja que fica logo ao lado. Os Fioreses foram ocupando os bancos e a primeira palavra proferida entrega que a celebração seria em italiano. É muita emoção para cada um dos presentes. A Igreja de Santa Lúcia estava repleta de Fioreses e o coração num só compasso: gratidão a Deus. É hora de agradecer por todas as bençãos recebidas.



         

Reunião para o almoço
Foto: Família Fiorese
       Em seguida o pavilhão, voltou a receber a "Família Fiorese". Um a um foi chegando e a alegria já contagiava o ambiente novamente. Abraços apertados daqueles que há tempos não o faziam; apertos de mãos dos "primos" que ainda não se conheciam; troca de informações sobre os antepassados; o momento que todos esperavam: a grande família italiana reunida.




        A tarde foi marcada por apresentação das famílias, suas árvores geneológicas, algumas curiosidades históricas foram contadas. A cada momento o coração ficava repleto dos mais variados sentimentos, alguns com as lembranças dos tempos dos pais ou dos "nonos", enquanto outros tinham o primeiro contato mais real com as suas origens: "é bem como contavam".



           E a verdadeira festa italiana se cumpriu com muita cantoria, dança e jogos, como por exemplo, o jogo da mora. O dia foi tão prazeroso para toda a família que todos queriam mais. Tanto é que já foi marcado o próximo encontro. Durante o evento, a cidade de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, foi sorteada para receber a Família Fiorese em 2018. 
          E a festa da Fioresada continua então...que assim seja por muitos e muitos anos, em memória daqueles que "fizeram a Mérica", que "fizeram o Brasil".


Observação: Fotos e videos são registros divulgado nas redes sociais por membros da família. Os autores podem se pronunciar através do nosso email: familiafiorese@gmail.com, que os créditos lhes serão atribuidos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

SOMOS UMA "GRANDE FAMÍLIA"

       Como se sabe o sobrenome Fiorese e suas variações é de origem italiana. Porém, com a imigração ocorrida na Itália, hoje é possível encontrarmos este sobrenome em muitos países, e também muitas variações de grafia.
          O sobrenome Fiorese é o 87.602º colocado entre os mais populares sobrenomes do mundo, de acordo com o Site Forebears. O mapa traz vários países onde podemos encontrar Fioreses na atualidade.


Fonte: Forebears/2014


          Ainda segundo os dados, em 2014, seriam cerca de 4.923 pessoas que "carregariam" este sobrenome.
         O Brasil seria o país onde encontram-se o maior número de Fioreses, com 3.116 pessoas, e a Itália teria uma alta densidade de Fioreses, com 1.332 cidadãos registrados.
         É melhor conferir o quadro abaixo e ver onde mais há registro de Fioreses no mundo.

Fonte: Forebears/2014
        Mas sabemos que o sobrenome Fiorese encontra outras variações, como por exemplo o Fioresi. Este sobrenome tem registrado, de acordo com a mesma fonte, 1.152 pessoas no mundo, em 2014. Sendo que no Brasil teria 731 Fioresis, na Itália 291 e nos Estados Unidos 126. Há registro de 2 Fioresis na África do Sul. O sobrenome Fioresi seria, então, o 269.619º na lista dos mais populares do mundo. 
       Sabemos que a grafia correta dos sobrenomes italianos é com "s", porém hoje há o registro de 1.022 Fiorezes. O Brasil teria 1.018 pessoas registradas com este sobrenome e os Estados Unidos apenas 2 Fiorezes. 
     Há ainda os Fiorezis. Encontramos hoje no Brasil 350 pessoas com este sobrenome e um é encontrado na Itália. 
      Numa somatória do sobrenome e das suas variações, segundo os dados de 2014, então esta seria uma grande família, com 7.448 membros.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

GIOVANNA E AGOSTINO FIORESE: UMA HISTÓRIA DE AMOR QUE NASCE NA ITÁLIA E ENFRENTA A "MÉRICA"

Região do Vêneto, norte da Itália, final do século XVIII, um jovem, loiro, de olhos cinzas, e com estatura mediana, recém saido do exército, se vê em uma sociedade que atravessa uma grande crise. O seu querido país vive um período onde falta oportunidade para pequenos agricultores, pois a industrialização da sua região é realidade. 
Porém, aquele jovem aspira dias melhores. Aquele jovem, que havia aprendido com seu pai Celeste e com sua mãe Giovanna a plantar e a colher, deixou nascer dentro de si o desejo de formar uma família e de conquistar novos mundos. Agostino Fiorese é o protagonista desta história.
Aos 26 anos, Agostino se vê encantado pela jovem Giovanna Zen. Giovanna, 20 anos, vivia com seus pais na pequena vila de Pove del Grappa, até que um dia os olhos de ambos cruzaram-se e o desejo de formar uma  família uniu o jovem casal. 
Agostino, cheio de coragem, pede a mão de Giovanna para os pais Agostino Zen e Angela Bertapelle, e com a aprovação dos pais os dois começam a fazer planos e a preparar o casamento.
Em 1879, a pequena vila de Pove del Grappa, foi palco da união do jovem casal (confira abaixo a transcrição do registro do casamento). 
 Pove del Grappa atualmente tem cerca de 3 mil habitantes, de acordo com o site da comune, e localiza-se a 3,4 quilômetros de Bassano del Grappa, conforme tuttitalia.it.

Após o casamento os dois passaram a morar em Pove, como era carinhosamente chamado o vilarejo, próximo aos pais de Giovanna. No entanto, logo Agostino e Giovanna mudaram para a cidade de Bassano del Grappa, não muito distante de Pove. 
E foi em Bassano que a família começou a crescer. Para coroar o amor de Agostino e Giovanna, passado um ano, nasce o primogênito e a este é dado o nome de Celeste, como o avô, pai de Agostino. 
O sustento da família, mesmo em tempos difíceis, vem do cultivo da terra. Celeste fazia a alegria dos seus pais, mas logo é promovido a irmão mais velho, pois a família voltou a crescer. Dois anos depois, nascia o segundo filho do casal, Ambrogio.  Mais um menino para coroar o amor do casal.
Com a família maior e com o país não apresentando sinais de melhora, chega aos ouvidos do casal uma palavra que renova as esperanças: "Mérica". As notícias eram bem animadoras. O governo de um país chamado "Brasile", que ficava na América, oferecia grandes oportunidades para os italianos. Diziam que até terra davam.
E foi então que Agostino providenciou a partida da sua família para o Brasil. Agostino, Giovanna, e os filhos, Celeste e Ambrogio, traziam na bagagem o sonho de um futuro melhor neste novo país, chamado "Brasile", e junto com outros tantos italianos, a família dividiu esperanças no balanço do Atlântico. 
Esta história continua além mar...com Angela, Pedro e José ...os novos membros da família de Agostino.


     
Casamento Civil de Agostino e Giovanna
Traduzido para o Português

No ano de 1879, no dia 09 de Novembro, às 11:45 horas, casou-se Fiorese Agostino, de 27 anos, camponês, que é natural de Sant'Eusebio de Bassano. e residente neste lugar, filho do já falecido Fiorese Celestino, residente em Sant'Eusebio, e filho da já falecida Tomasi Giovanna, com Zen Giovanna, 21 anos, camponesa, que é natural de Pove, residente no mesmo lugar, filha de Agostino, que reside em Pove, e de Bertapelle Angela, residente em Pove. Teve como testemunhas, Caffi Francesco, escritor, e Zen Pietro, camponês. Os dois residem em Pove.

          Sindaco de Pove: Alberton Gaetano

Sindaco de Bassano: Compostella Cavaliere Dr. Francesco

Observações:
O casamento foi transcrito no livro de Bassano del Grappa e encontra-se no Arquivo Nacional da referida cidade.
É comum nos documentos italianos o sobrenome nos registros anteceder o nome.
Sindaco é uma palavra italiana que significa prefeito, assim como comune significa prefeitura.
Sabe-se as características físicas de Agostino Fiorese, como cor do cabelo, cor dos olhos e estatura, porque a mesma é descrita no seu registro militar, encontrado no Arquivo Militar.

POLENTA: "O PRATO DOS POBRES" QUE VIROU MÚSICA

           Um dos mais famosos pratos da culinária italiana é sem dúvida a polenta. Tanto é que este prato mereceu até uma música "La bella polenta", de autoria desconhecida, é um canto popular do Vêneto. Até nos dias atuais os descendentes de italianos cantam a música.

Música: La bella Polenta
Video divulgado no Youtube

           A música é alegre e faz uma homenagem a um prato muito difundido entre os descendentes de italianos no Brasil. Porém, para os italianos (os residentes na Itália) a polenta não traz boas recordações, uma vez que esta remete a um tempo não muito feliz na Itália. A polenta é conhecida na Itália como sendo "o prato dos pobres".

           A polenta era o principal prato, e talvez o único, na casa de muitos italianos no século XVIII e meados do século XIX. A polenta, feita de farinha de milho, não continha as propriedades nutricionais suficientes para manter a saúde de uma pessoa, por este motivo ela não evitava que muitos italianos adoecessem. 

Polenta
Fonte: ricette.giallozafferano.it/Polenta.html

       Com a crise na Itália a emigração tornou-se um grande fenômeno social. Os italianos começaram a emigrar e a emigrar. Levaram sua cultura e sua culinária para outras partes do mundo, sobretudo para as Américas. E é claro que a POLENTA também veio e hoje está na mesa de muitos descendentes e não descendentes. E nos dias de hoje, por aqui, a polenta é muito bem aceita. Dá até vontade de cantar...




La bella polenta

Quando si pianta la bela polenta,
la bela polenta si pianta così,
si pianta così, si pianta così.
Bela polenta così.
Cia cia pum, cia cia pum.
Cia cia pum, cia cia pum.

Quando la cresce la bela polenta,
la bela polenta la cresce così,
si pianta così, la cresce così.
Bela polenta così.
Cia cia pum, cia cia pum,
Cia cia pum, cia cia pum.

Quando fiorisce la bela polenta,
la bela polenta fiorisce così,
si pianta così, la cresce così,
fiorisce così.
Bela polenta così.
Cia cia pum, cia cia pum,
Cia cia pum, cia cia pum.

Quando si smissia la bela polenta,
la bela polenta si smissia così,
si pianta così, la cresce così,
fiorisce così, si smissia così.
Bela polenta così.
Cia cia pum, cia cia pum,
Cia cia pum, cia cia pum.

Quando si taia la bela polenta,
la bela polenta si taia così,
si pianta così, la cresce così,
fiorisce così, si smissia così,
si taia così.
Bela polenta così.
Cia cia pum, cia cia pum,
Cia cia pum, cia cia pum.

Quando si mangia la bela polenta,
la bela polenta si mangia così,
si pianta così, la cresce così,
fiorisce così, si smissia così,
si taia così, si mangia così.
Bela polenta così.
Cia cia pum, cia cia pum,
Cia cia pum, cia cia pum.

Quando si gusta la bela polenta,
la bela polenta si gusta così,
si pianta così, la cresce così,
fiorisce così, si smissia così,
si taia così, si mangia così,
si gusta così.
Bela polenta così.
Cia cia pum, cia cia pum,
Cia cia pum, cia cia pum.

Quando fenisce la bela polenta,
la bela polenta fenisce così,
si pianta così, la cresce così,
fiorisce così, si smiscia così,
si taia così, si mangia così,
si gusta così, fenisce così.
Bela polenta così.
Cia cia pum, cia cia pum,

Cia cia pum, cia cia pum.

             Agora você pode ensaiar a música La bella polenta e nos convidar para comer uma polenta na sua casa. Que tal?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

DUAS CURIOSIDADES SOBRE A ITÁLIA DOS NOSSOS ANTEPASSADOS



Fonte: www.comune.villadadda.bg.it
1. No Vêneto, antes de 1871, o registro (nascimento e casamento) era responsabilidade da igreja. Depois desta data passa a ser feito pelas autoridades civis, através do Stato Civile, Anagrafe (Comune)
2. Era comum o Sindaco, no caso o prefeito, participar das cerimônias civis. Na época do casamento, em 1879, de Agostino Fiorese e Giovanna Zen, por exemplo, os "Sindacos" de Pove del Grappa e de Bassano del Grappa se fizeram presentes. Podemos constatar isso, ao analisarmos o registro civil do casamento dos dois (o qual será transcrito neste Blog em um próximo post).

Observação:
Sindaco = Prefeito
Comune = Prefeitura